segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Em entrevista, Delcídio diz que Lula participava de perto no que acontecia na Petrobras

 O ex-senador Delcídio do Amaral disse em entrevista à Jovem Pan que Lula acompanhava de perto o que acontecia na Petrobras durante seu governo. O delator da Lava Jato foi processado pelo ex-presidente, que pede indenização por danos morais.

Ele foi questionado se Lula é o pai do mensalão e do petrolão. Sobre o assunto, ele ironizou dizendo que “Lula nunca sabe de nada, no petrolão também”.

— Em relação à Petrobras é inegável. A Petrobras sempre teve influência política. Dizer que isso começou agora não é verdade. Como também corrupção e caixa dois não são privilégio do PT, do PMDB, isso já existe, existia.

Ele disse que “viu bem” como o ex-presidente acompanhava de perto a Petrobras. “Era uma política de Estado, [de ter] a Petrobras como alavancadora do desenvolvimento e do crescimento do País”, diz.

O ex-senador diz que a derrocada da Petrobras e do governo de Lula se deu após o mensalão. “Quando vem o mensalão, o governo Lula teve que se rearrumar internamente, começa a compartilhar o seu governo e escolhe o PMDB como seu parceiro principal”, afirma.

Delcidio foi preso no final de 2015 depois de tentar comprar o silêncio do ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró, que negociava uma delação premiada e ameaçava revelar segredos que, supostamente, poderiam incriminar nomes ligados ao PT. Em fevereiro, no entanto, o ex-senador foi solto após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

Há dois meses, a Revista Veja afirmou que Delcídio apontou o ex-presidente Lula como o comandante do esquema de corrupção na Petrobras. A informação da publicação dizia ainda que a informação teria sido confirmada pelo ex-senador em depoimento à força-tarefa da Lava Jato.

ELES TÊM MEDO DO POVO

 "Como se sabe, o governo tem muita pressa em aprovar a PEC 55, tanto que bloqueou o debate na Câmara dos Deputados, onde ela foi aprovada à revelia da sociedade e sem a mínima discussão. Agora, as lideranças do governo golpista agem para que o mesmo ocorra no Senado", alerta a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR); "Para o andar de cima, a PEC 55 não existe. Vai sobrar para o aposentado, para o dependente do SUS, para o pai que tem filho em escola pública e para os extremamente pobres que dependem do amparo do Estado. É por isso que eles têm medo do referendo, medo de enfrentar o debate popular", afirma Gleisi; ele pede que o governo Temer "respeite a soberania popular"; "O povo tem que se manifestar sobre quem vai pagar a conta desse ajuste fiscal", ressalta

PRIMEIROS ANIMAIS DE FAZENDA ASSISTIDA PELO PROJETO BIOMA CAATINGA COMEÇAM A SER ABATIDOS



Há exatos seis meses do início do Segundo Ciclo do Projeto Bioma Caatinga, do SEBRAE e Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco do Brasil e o Governo do Estado da Bahia e diversos outros parceiros, os resultados concretos começaram a aparecer. Foram abatidos esta semana no Abatedouro Campo do Gado em Juazeiro os primeiros 10 animais ovinos da Fazenda Icó, que fica na região de Itamotinga em Juazeiro-BA e é assistida pelo o Agente de Desenvolvimento Rural Sustentável (ADRS) Fernando Gomes. Propriedade assistida pelo o Bioma Caatinga e que se tornou em Fazenda Modelo do Projeto que tem o objetivo de melhorar o manejo da caprinovinocultura no Norte da Bahia e aprimorar o gerenciamento das propriedades e empresas que comercializam a carne de caprinos e ovinos.

Por isso o Instituto Fazenda Icó foi criado com o objetivo de difundir técnicas e tecnologias apropriadas às condições climáticas e socioeconômicas da região que sejam capazes de garantir aos caprinovinocultores a exploração racional da atividade. A Fazenda Icó conta hoje com um rebanho de 680 cabeças de caprinos e ovinos incluindo animais puros e mestiços das raças Anglonubiana e Dorper.

Os 10 carneiros abatidos esta semana não são de raças puras e o que chama atenção é o peso desses animais. Todos com até seis meses de vida chegaram a pesar em média 10,3 kg cada um. Peso que, que se fossem criados soltos na caatinga como geralmente se cria aqui na região, só alcançariam com pelo menos um ano de vida. Por serem animais jovens a carne é mais macia e mais saborosa.

Para o analista do SEBRAE e Coordenador Geral do Bioma Caatinga, Robério Araújo, apesar do tempo curto do projeto as ações estão acontecendo na velocidade esperada. “Estamos atingindo nossos objetivos graças as ações empreendedoras de muitos Agentes, Produtores, Empresas e Parceiros. Verdadeiramente nosso principal ativo são as pessoas e os seus envolvimentos no projeto” frisou Robério.



Por Josenaldo Rodrigues – COAPSERI/ Projeto Bioma Caatinga

ESCRITORA DOARÁ 100% DAS VENDAS DE SEU LIVRO AO MOVIMENTO DE COMBATE AO CÂNCER, EM PETROLINA

 E se a dor da perda de um ente querido pudesse se transmutar, proporcionando melhores condições de vida a pacientes oncológicos? A poetisa e jornalista Jaquelyne Costa lançará, em 25/11, na Biblioteca do Sesc Petrolina, o livro Oratório da Moça que Sente Saudade. O evento terá início às 19h.
O projeto reúne 53 poesias e pequenos textos que trazem a temática da ausência; em sua grande parte inspirados na relação da autora com a mãe, Alcineide Almeida (in memoriam), vítima de câncer renal em 21 de outubro de 2012.

A publicação, que custará R$ 20, terá toda sua renda revertida em doações ao Movimento de Combate ao Câncer de Petrolina/PE (MCC). Criado no ano 2000 com a meta de auxiliar no tratamento de pessoas com câncer, o MCC subsidia parte dos medicamentos não fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e atende a mais de mil pessoas no município.

Com 77 páginas e prefácio elaborado pelo escritor e poeta Matheus José da Silva, Oratório da Moça que Sente Saudade teve projeto gráfico assinado pela da Asè Editorial. Os primeiros 100 exemplares já estão em pré-venda pelo endereço http://bit.ly/OratorioJaquelyne, mas também poderão ser adquiridos no lançamento.

Inspiração

Os textos da antologia começaram a ser escritos durante o tratamento da mãe de Jaquelyne  Costa. Nessa época, ambas conheceram de perto o trabalho do Movimento. "Vi a dificuldade da organização em ter verbas para medicamentos e como, para nós, teria sido bem mais desafiante sem o apoio financeiro deles. Quando somávamos a quantidade de remédios no mês, dava mais da metade de um salário mínimo", contou Jaquelyne.

A poetisa alega que essa vivência sedimentou um compromisso entre mãe e filha. "Ela falava que, caso sobrevivesse, iria colaborar com o MCC sempre que pudesse. Desde então, esperei o trauma do falecimento passar um pouco para retomar esse plano de colaborar. Eu sei que o que vou dar é muito pouco, mas foi a forma que encontrei também pra divulgar a causa e, quem sabe, estimular mais pessoas a fazerem doações", contou Jaquelyne.

"Este projeto é uma homenagem póstuma à minha mãe, minha primeira incentivadora no universo da escrita e a quem devo o meu amor pela leitura", revelou a autora.

Para Esmelinda Amorim, voluntária do Movimento de Combate ao Câncer em Petrolina, a notícia da doação foi "muito gratificante". "São muitas famílias que dependem do nosso trabalho. Este ano não pudemos fazer o Forró do Beco, que garante as despesas do ano; então quando iniciativas como esta de Jaquelyne acontecem - iniciativa sérias - ficamos muito felizes e agradecidos. Esperamos que a comunidade abrace essa ideia, porque é uma cooperação direta para quem precisa", destacou.

A autora  - Jaquelyne Costa é formada em Jornalismo pela Universidade do Estado da Bahia (2010) e pós-graduada em Assessoria de Comunicação e Novas Tecnologias da Informação pela Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Petrolina (FACAPE). A poesia, no entanto, surgiu bem antes em sua vida: ganhou, em 1998, sua primeira medalha por poema-homenagem ao Colégio Motiva. Participa dos 31º e 32º volumes da Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos da Câmara Brasileira de Jovens Escritores no Rio de Janeiro. Tem artigos, crônicas e poemas publicados em jornais e blogs locais e regionais. Em 2010 granjeou o Diploma do Mérito Olegária Mariano, concedido pela Câmara Brasileira de Desenvolvimento Cultural, pelos trabalhos prestados à União Brasileira de Escritores de Petrolina. É coautora do livro "Filhas de Lilith na Imprensa em Juazeiro e Petrolina" escrito como trabalho de conclusão de curso em Jornalismo pela UNEB. Em 2012 entrou para a Antologia do Prêmio Nacional Novos Poetas.

Por Paula Theotônio

Haverá um Brasil antes e depois das delações?

imagem2 Nos próximos dias, mais de 80 colaboradores da Odebrecht entregarão às autoridades depoimentos escritos e documentos que compõem os mais de 300 anexos da maior delação premiada de todos os tempos.

Já se sabe, por exemplo, que a delação implica o presidente Michel Temer, que pediu R$ 10 milhões num jantar no Palácio do Jaburu, o ministro Eliseu Padilha, que teria recebido R$ 4 milhões em dinheiro, e o chanceler José Serra, beneficiário de um depósito de R$ 23 milhões na Suíça.

Além deles, serão citados centenas de parlamentares e mais de uma dezena de governadores, especialmente os que conduziram grandes obras nos últimos anos, como as arenas da Copa do Mundo de 2014.

Outro acordo praticamente fechado é o da Delta, de Fernando Cavendish, que dominou as obras públicas no Rio de Janeiro, durante o governo de Sergio Cabral, mas também participou ativamente de grandes projetos paulistas, como o Rodoanel.

Cavendish já disse ter bancado farras em Paris e dado um anel de R$ 800 mil à esposa de Cabral, personagem que poderá se transformar no símbolo da quebra do Rio de Janeiro, estado que hoje taxa os salários dos servidores em 30%, aumenta impostos e extingue programas sociais, como os restaurantes populares.

Se isso não bastasse, outras duas empreiteiras, a Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa, foram convocadas a complementar suas delações, porque haviam omitido informações nos depoimentos anteriores. E a OAS, outra gigante do setor, também negocia seu acordo.

Consta que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, teria dito que o “fim do mundo” no Brasil ocorrerá em março, quando todos esses acordos estarão maduros.

No entanto, nunca se deve subestimar a capacidade de reação do sistema político. Dois movimentos paralelos, a lei de repatriação de recursos no exterior e a anistia ao caixa dois, poderão beneficiar centenas de delatados.

Até agora, não se sabe se a conta clandestina do PSDB na Suíça já foi devidamente investigada. O que se sabe é que o empresário e banqueiro Ronaldo Cezar Coelho – apontado pela Odebrecht como um dos operadores dos R$ 23 milhões repassados pela construtora, via caixa dois, à campanha presidencial de Serra – aderiu ao programa de repatriação de recursos do governo.

De acordo com a lei de repatriação, os brasileiros que admitiram manter recursos não declarados no exterior e pagaram impostos e multas estão anistiados de crimes como sonegação, falsificação de documentos, falsidade ideológica e evasão de divisas.

Paralelamente, o Congresso tenta votar, a toque de caixa, a anistia ao caixa dois. Em resumo, essa anistia e a repatriação de recursos, que pode até beneficiar parentes de políticos, parecem estar sendo desenhadas para salvar figurões delatados pelas empreiteiras.

(originalmente publicado na Revista Nordeste) (247)

RECALL CHAMA DELATORES QUE BLINDARAM PSDB

 Desconfiados de que delatores omitiram informações, propositalmente ou não, sobre irregularidades em governos de São Paulo e Minas Gerais, quando comandados pelos tucanos, integrantes da força-tarefa da Lava Jato vão chamá-los de volta para prestar novos depoimentos; na mira dos investigadores estão obras realizadas nos governos paulistas de José Serra e Geraldo Alckmin e no mineiro de Aécio Neves, como o Metrô de São Paulo e a Cidade Administrativa de Belo Horizonte; alguns desses delatores seriam representantes das empreiteiras Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez.

Trump recusa salário de presidente e receberá um dólar por mês

Trump recusa salário de presidente e receberá um dólar por mês O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (13) que abrirá mão de seu salário quando assumir o cargo. Segundo informações do jornal O Globo, ele recusou os US$ 400 mil anuais recebidos por um presidente no país e será remunerado apenas com um valor simbólico de US$ 1 por mês. Trump tem uma fortuna estimada em US$ 3,7 bilhões. Trump se disse triste com as reações à sua vitória e notícias de perseguições e ataques a minorias ocorridos após ter ganhado o pleito. “Odeio ouvir isso. Estou tão entristecido de ouvir isso”, disse, em entrevista ao programa 60 minutos, exibido pela CBS. “Se isso ajuda, vou dizer isso, e vou dizer direto para as câmeras: parem com isso”, declarou, em relação aos grupos que tem promovido as intimidações a setores minoritários.

Geddel liga para Imbassahy, Rosso e Jovair e nega preferência por Maia na Câmara

Geddel liga para Imbassahy, Rosso e Jovair e nega preferência por Maia na Câmara O ministro Geddel Vieira Lima, coordenador político do Planalto, telefonou neste domingo para três postulantes ao cargo de presidente da Câmara: Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Rogério Rosso (PSD-DF) e Jovair Arantes (PTB-GO). Disse aos três deputados que não é verdadeiro o noticiário que atribui a ele ou ao Planalto uma preferência pela recondução de Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao comando da Câmara, em fevereiro de 2017. “O governo não se envolverá nesse assunto. É uma recomendação clara do presidente Michel Temer. Enquanto a disputa estiver entre aliados do governo, não há razão para nos metermos. Eles se resolverão. Só teria lógica um envolvimento nosso se surgisse uma candidatura do campo adversário —do PT ou do PCdoB, por exemplo. Fora disso, por que iríamos nos meter? Ganharemos qualquer que seja o resultado”, afirmou, em entrevista ao blog. Geddel demonstrou estar incomodado com as especulações sobre sua suposta preferência pelo democrata. “O Planalto é um prédio. Nele, há três opiniões que importam nesse assunto: a do presidente Michel, a do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e a minha. Posso assegurar que nenhum de nós fez qualquer movimento em favor de quem quer que seja”.

Enem 2016: PF investiga denúncia de que quadrilha presa já tinha gabarito

Enem 2016: PF investiga denúncia de que quadrilha presa já tinha gabarito A Polícia Federal investiga indícios de que quadrilha que participou de fraude do Exame Nacional do Ensino Médio, alvo de operação no último dia 6 (entenda), quando foi realizada a última etapa da avaliação, pode ter conseguido os gabaritos antes das provas. A denúncia foi divulgada neste domingo (13) pelo programa Fantástico, da TV Globo. Os fraudadores pagavam até R$ 100 mil para o gabarito. De acordo com o delegado da PF Marcelo Freitas, o grupo teria conseguido o gabarito de Ciências da Natureza da prova azul, tema mais importante para os candidatos de Medicina. O esquema da quadrilha era articulado em Montes Claros (MG). A organização criminosa recrutava alunos e professores para fazer o exame e repassar as respostas por telefone, por meio de um ponto eletrônico. As respostas eram passadas aos candidatos em seis minutos e quarenta e cinco segundos. Uma estudante e quatro integrantes da quadrilha foram presos. O grupo atuava em ao menos três estados, entre eles a Bahia. “A partir de um hotel, eles conseguem transmitir os gabaritos para todos os locais do território nacional sem ser importunados”, afirmou o delegado. Ainda de acordo com Freitas, a quadrilha participa também da fraude de outros concursos. “Inclusive para delegado, INSS, Receita Federal, provas na área jurídica, como promotor”, informa. Apesar da denúncia de vazamento do gabarito, o ministro da Educação, Mendonça Filho, descarta a possibilidade da prova ser anulada. “Esse vazamento demonstra que o trabalho de vigilância e articulação do MEC junto à Polícia Federal redundou em medidas que evitaram a fraude. Aqueles identificados, que porventura tenham relação com a organização do Enem, devem também ser punidos exemplarmente”, declarou.

Maior Superlua em quase 70 anos vai iluminar o céu nesta segunda

Maior Superlua em quase 70 anos vai iluminar o céu nesta segunda Nesta segunda-feira (14), o céu será iluminado pela maior Superlua desde 1948. O fenômeno ocorre quando o perigeu da Lua - ponto da órbita mais próximo da Terra - coincide com a Lua Cheia.
A Lua atinge o perigeu às 9h22 (horário de Brasília) e estará cheia às 11h52. Ao anoitecer, a Lua poderá ser vista em tamanho maior no mundo inteiro.
Em alguns países, como Austrália, a Superlua já pôde ser vista. Veja fotos.
Segundo especialistas, uma Superlua costuma ser 14% maior e 30% mais luminosa do que a Lua Cheia em seu apogeu - ponto da órbita mais distante da Terra.
Segundo o astrônomo Cássio Barbosa, colunista do G1, a distância do perigeu desta segunda-feira será de 356.511 km, menor distância entre a Terra e uma Lua Cheia desde 26 de janeiro de 1948.
A próxima ocasião em que a Lua Cheia estará tão próxima será em 25 de novembro de 2034. Mas a Superlua do século, segundo Barbosa, ocorrerá em 2052, quando a distância do perigeu será de 356.424 km.
MANDE SUAS FOTOS DA SUPERLUA PARA O G1
"Os observadores terão a impressão de que a Lua é gigante", disse à AFP Pascal Descamps, do Observatório de Paris. A melhor maneira de observar o fenômeno é ir para um local aberto e longe da iluminação das grandes cidades.