Campos mostrou cautela, embora já tenha
se posicionado contra a posição da União de retirar a autonomia do Porto
de Suape, mesmo depois de a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) ter
dito que “não cabem exceções em um sistema planejado para funcionar de
forma integrada”. “O relatório, eu só vou falar depois, quando tiver o
texto do Congresso. Agora, não é a opinião da ministra, agora é a
opinião dos que vão votar, que são os deputados e os senadores”,
minimizou o socialista.
A declaração foi dada após a cerimônia
de entrega do Terminal Integrado Tancredo Neves, no bairro da
Imbiribeira, Zona Sul do Recife. No mesmo evento, o governador se
encontrou com o senador Humberto Costa (PT). Os dois conversaram sobre a
MP dos Portos e o petista confirmou que existe, no Congresso, uma
movimentação para fazer com que a Medida Provisória “caduque”.
“A questão da autonomia era a última que
estava faltando resolver. Já tinham sido resolvidas as questões dos
trabalhadores e a dos terminais”, disse Costa. “O relator tinha feito
duas propostas, uma mais parecida com a MP e outra onde ele abria a
possibilidade para um contrato de gestão. O governo (federal) voltou
atrás porque se adotasse aquilo ali ia desfigurar totalmente a MP, e
agora o problema está maior ainda. Vamos ver qual a mágica que o Eduardo
Braga vai fazer”, completou o senador.
O prazo para que a MP expire é 16 de
maio. O petista explicou que, até lá, é preciso aprovar o relatório e
colocar o texto em votação na Câmara e no Senado. “Uma das coisas que
estão cogitando é deixar ela (a MP dos Portos) ‘caducar’”, revelou.
Sobre as recentes declarações do
ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), de que o
PSB deveria manter a aliança com o PT para 2014, o governador preferiu
pôr panos quentes. Perguntado se haveria um descompasso no discurso
nacional do partido que preside, ele foi enfático: “O PSB está
completamente sintonizado”. (G1PE)
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