“A vacinação contra a influenza é
importante para reduzir as complicações causadas pelos vírus da doença,
evitar o adoecimento, as internações hospitalares e até mesmo os índices
de mortalidade”, ressalta Adriana Baltar, coordenadora do Programa Estadual de Imunização.
Segundo o Ministério da Saúde, a
vacinação reduz em mais de 50% a ocorrência de doenças relacionadas à
influenza. O número de hospitalizações por pneumonia pode cair entre 32%
e 45%. Já a mortalidade global apresenta redução de 39% a 75%. Quando
aplicada a residentes de lares de idosos, a imunização reduz o risco de
pneumonia em aproximadamente 60% e o de morte entre 50% e 68%.
A vacina que será aplicada neste ano
apresenta diferenças em relação à utilizada em 2012. Agora o material
conta com três tipos de vírus da influenza: sazonal, H1N1 e H3N2. A
mudança visa prevenir o surto de gripe aviária no país, que já matou 10
pessoas na China. “A cada ano, os produtores da vacina fazem estudos
para saber qual o quadro epidemiológico da influenza, descobrindo os
vírus que estão em circulação naquele momento”, explica Adriana Baltar.
Receberão a vacina as pessoas que se
enquadram nos quadros prioritários da ação. São eles: indígenas,
gestantes, mulheres em período de puerpério (até 45 dias após o parto),
crianças entre 6 meses e 2 anos, idosos a partir de 60 anos e
trabalhadores de saúde. Portadores de doenças crônicas não
transmissíveis, diabetes, transplantados e doentes renais crônicos
também serão imunizados. Em 2012, mais de 1,2 milhão de pessoas foram
vacinadas contra a influenza em Pernambuco, totalizando 87,19% do
público prioritário. No Brasil, foram 26 milhões de pessoas (86,37%).
(Fonte: JC Online)
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