Elihimas defende que a pena foi ‘quase
um prêmio ao acusado’. “Não fiquei satisfeito com a decisão, achei que a
pena foi muito baixa. Estou recorrendo para tentar aumentar a pena
dele”, afirma o promotor. O processo corre em segredo de Justiça no
Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE).
As investigações da polícia datam de
2008, após denúncias do Conselho Tutelar. O acusado está respondendo ao
processo em liberdade, em uma comunidade terapêutica na cidade de
Barretos, em São Paulo, por recomendação da Igreja Católica.
O padre já havia sido preso em agosto do
ano passado, na cidade de Floresta, também no Sertão, para onde havia
sido transferido pela Igreja Católica, após as denúncias em Cabrobó. Na
ocasião, ele ficou preso por pouco mais de um mês e recebeu liberdade
provisória, concedida pelo TJ-PE. “O juiz de Cabrobó, onde estão sendo
realizadas as investigações relativas aos abusos sexuais, negou a
liberdade provisória dele. Evandro, no entanto, entrou com um pedido de
habeas corpus no TJ, que concedeu liberdade até o fim do inquérito”,
afirma Julio César. O promotor não soube informar se já há datas
marcadas para o julgamento do recurso.
A Igreja Católica suspendeu o direito de
Everaldo de exercer sua função de padre há aproximadamente um ano,
antes mesmo de ele ser preso e processado. De acordo com o padre Félix
Tenero, da Diocese de Floresta, o único autorizado a falar sobre o caso,
o acusado se mostra tranquilo na comunidade terapêutica no de Barretos.
“Nós o enviamos a essa comunidade terapêutica e ele responde muito bem a
tudo. Lá, ele está sendo acompanhado, ajudado e enfrentando a situação
que está vivendo. Quando o vi, seu rosto tinha uma certa serenidade”,
detalha o padre Félix. Agora, a Diocese de Floresta está aguardando um
posicionamento oficial e um encaminhamento do caso por parte do
Vaticano. (G1PE)
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