O piloto Ayrton Senna, que morreu há dezenove anos, completaria 53
anos, nesta quinta-feira. O esportista ficou para sempre na história do
esporte pela sua coragem e frieza nos momentos decisivos, como lembra o
torcedor Adisson Araújo.
"Eu me lembro das manhãs de domingo. Ele motivava todos os
brasileiros a assistirem às corridas, coisa que hoje nem todo o
brasileiro vê mais porque as vezes não tem a mesma motivação com os
outros pilotos. Tem uns dois brasileiros aí, mas não são um Ayrton da
vida, né?"
Senna colecionou conquistas como os três mundiais de Fórmula 1,
inúmeras vitórias e poles positions. Ayrton Senna da Silva nasceu em São
Paulo, no dia 21 de março de 1960. Morreu no dia 1° de maio de 1994 em
um acidente fatal no Grande Prêmio de San Marino. O jovem Francisco
Lopes tinha apenas 9 anos de idade na época, mas lembra bem de tudo o
que aconteceu. "Minha tia levou a gente para uma ação global que estava
tendo no Gama. Aí, estava tendo um show, do nada parou e o cara anunciou
a morte. Eu lembro também de assistir aquela comoção toda pela
televisão, aquela imagem do cemitério tomado de gente."
Dona Valdeci de Souza recebeu a notícia da morte de Senna com a
família. "Todo mundo ficou triste. Eu fiquei, os meus filhos ficaram
parados quando viram aquilo acontecer. Foi tão rápido, mas nós ficamos
sabendo que daquilo ele não passava mais. Foi uma perda muito grande
para o Brasil."
Seis meses depois de morrer, o piloto teve um de seus grandes
desejos atendidos. Sua irmã, Viviane Senna, fundou o Instituto Ayrton
Senna. Atualmente, o projeto capacita 60 mil educadores e seus programas
beneficiam diretamente milhões de jovens, como conta Viviane Senna.
"Nós estamos em mais de mil e trezentas cidades, ou seja, um quinto do
país. É uma mega operação especialmente num país tão grande, atendendo
em média dois milhões de crianças no país inteiro, em todos os estados."
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