Ex-presidente participou de evento em São Bernardo do Campo.
Ele disse que oposição não se conforma com conquistas de sua gestão.
Em discurso na posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou nesta quarta-feira (13) seus adversários políticos ante ao crescimento das denúncias envolvendo seu governo. O ex-presidente fez um longo discurso diante de metalúrtgicos na entidade onde iniciou sua carreira política, mas evitou dar entrevista.
“Só existe uma possibilidade de eles me derrotarem. É trabalharem mais do que eu. Mas se ficar um vagabundo, numa sala com ar-condicionado, falando mal de mim, vai perder", disse, sem fazer referência direta a uma pessoa ou situação.
A declaração foi feita um dia após ele receber o apoio de oito governadores na sede do Instituto Lula, que prestaram solidariedade ao ex-presidente.
"O que mais machuca os meus adversários é o meu sucesso. Eu às vezes compreendo a mágoa deles. (...) Tem gente que olha na minha cara e pensa que eu sou burro. Eu tenho um pouco de inteligência e consigo compreender o jogo que eles fazem", disse.
Lula citou conquistas na área da educação e habitação para apontar diferença entre sua gestão e a dos antecessores. "Como eles previam o meu fracasso, eu era o próprio Titanic, eles não perceberam a construção que nós fizemos."
Encontro com governadores
Na terça-feira (18), governadores de oito estados reuniram-se com o ex-presidente no Instituto Lula, em São Paulo, para defender o ex-presidente. Eles consideram haver uma tentativa de estender a Lula a investigação sobre o mensalão e se encontraram com o petista para prestar solidaridade.
Encontro com governadores
Na terça-feira (18), governadores de oito estados reuniram-se com o ex-presidente no Instituto Lula, em São Paulo, para defender o ex-presidente. Eles consideram haver uma tentativa de estender a Lula a investigação sobre o mensalão e se encontraram com o petista para prestar solidaridade.
A reunião contou com os governadores Jaques Wagner (PT-BA), Tião Viana (PT-AC), Camilo Capiberibe (PSB-AP), Cid Gomes (PSB-CE), Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Silval Barbosa (PMDB-MT) , Agnelo Queiroz (PT-DF) e até mesmo o tucano Teotônio Vilela (PSDB-AL).
"Estava entre companheiros, sou amigo pessoal do presidente Lula e o estado de Alagoas é muito grato à postura republicana, solidária e parceira que o presidente teve com o estado em obras de infraestrutura, sociais. Vim como pessoa, como amigo e como governador dar um abraço de solidariedade", disse Vilela.
Questionado se sua presença causaria um mal-estar no momento em que a oposição pede que as denúncias sejam investigadas, Vilela disse acreditar que não. "Não sei, creio que não. Independentemente de ideologia, partido político, nós estamos em torno de um tema que venham pacificar, que venham construir."
O governador também disse que Lula não falou sobre mensalão. "Não é uma denúncia de Marcos Valério que vai desmanchar o trabalho que foi feito", afirmou o tucano.
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